


A Fazenda Santa Cecília
é um dos mais importantes exemplos da "era
do café", da região de Cajuru-SP.
É parte do que foi uma grande fazenda de
3.200 alqueires, formada por José de Sampaio
Moreira, a partir de 03 de novembro de 1899, para
o desenvolvimento da cultura cafeeira.
Nesta mesma região, através
sejam pelas trilhas no antigo leito da estrada
de ferro da Cia. Mogiana ou pelos Caminhos do
ilustre bandeirante Anhangüera, abertos em
1722, ainda podem ser encontrados vestígios
de civilizações primitivas.
A Fazenda tornou-se uma das maiores
produtora de café da região nas
primeiras décadas do século passado.
Além dos edifícios relacionados
ao café como terreiro, tulha e armazéns,
a Fazenda possui sua estação de
estrada de ferro, cujo ramal levava ao Porto de
Santos para exportação do produto.
Após a construção da colônia,
onde moravam os imigrantes vindos da Itália,
consolidou seu conjunto arquitetônico com
a construção de vários edificações
como por exemplo, o clube, a Igreja, a casa de
bonecas e uma sede imponente, que alojava toda
a família. Além de tudo isso, a
Fazenda Santa Carlota, como era então conhecida,
possuía sua própria usina hidroelétrica
instalada em queda d'água do rio que corta
as terras.
Com o passar das gerações,
a grande fazenda foi sendo dividida entre os descendentes
do patriarca, de maneira que a parte onde se encontra
a antiga sede e as construções históricas,
passou a ser chamada Fazenda Santa Cecília.
A fazenda preservou os equipamentos utilizados
na produção do café e que
ainda se encontram em funcionamento.
De toda a área da propriedade atual, 74
alqueires de mata atlântica foram preservados
e posteriormente tombada pelo DPRN (Departamento
de Proteção dos Recursos Naturais).
Esta área recebe biólogos da USP
que realizam pesquisas sobre a fauna e flora nativa
da região. Nesses estudos já foram
registradas ocorrência de quatis, veados,
tucanos, macacos e animais em risco de extinção,
como a onça pintada.
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