


A Fazenda Vila Rica, anteriormente denominada
Fazenda São Joaquim, desenvolveu-se durante
o Ciclo do Café, situada na zona cafeeira
entre Campinas e Jundiaí, em Itatiba a
apenas uma hora de carro de São Paulo.
O paisagismo é a primeira
emoção de quem chega à Vila
Rica, ao se abrir a entrada principal da Fazenda,
somos recebidos por uma alameda rodeada em toda
sua extensão por vasta vegetação
composta de árvores, arbustos e vegetação
rasteira autenticamente brasileira.
O imponente casarão tem
à sua frente um verdejante jardim margeando
a piscina, é rodeado por terreiros para
a secagem dos grãos de café, além
de majestosas palmeiras imperiais. Passeando por
seus encantadores jardins podemos encontrar autênticas
estátuas e pórticos portugueses
e italianos, trabalhos em pedras formando escadarias,
muretas e alamedas que remontam a maneira de viver
no auge do Ciclo do Café.
Em meio à natureza pródiga,
o capricho do paisagismo criou luxuriantes jardins
levando a imaginação a voar. Uma
autêntica capela colonial é responsável
por momentos inesquecíveis na memória
dos proprietários e de todos que freqüentaram
a Fazenda.
A Sede segue os parâmetros
da arquitetura colonial portuguesa, tendo sido
construída a meia encosta, aproveitando
o declive do terreno, com embasamentos de pedra
e paredes grossas de taipa de pilão e piso
entre os andares de tábuas de cedro apoiadas
em barrotes de peroba e teto com vigas de madeira.
No andar inferior o porão
era na época um grande depósito
usado para armazenagem de sacaria, utensílios
de lavoura e como estábulo de animais,
que ajudavam a aquecer os ambientes no inverno.
Sucessivas reformas foram feitas
sempre respeitando a arquitetura colonial original,
conservando as fachadas externas, o piso em tábuas
largas, assim como a caixilharia de madeira das
janelas . A maior restauração da
Sede foi feita na década de 40, pelo então
proprietário Pascoal Scavone que abriu
janelas onde antes eram alcovas, tendo contratado
inclusive artesões italianos que fizeram
pinturas nos forros e batentes. Os atuais proprietários
têm mantido no decorrer dos anos a beleza
e conservação da Sede.
A Sede, por si só, segreda
maravilhas, muitas delas insondáveis ao
visitante que chega distraído, mas, os
mistérios da Vila Rica acabam se revelando,
seja num objeto, no aconchego de um ambiente,
no passeio pelos arredores, na prosa junto à
lareira.
Vastíssimo é o
acervo da casa, embelezado por mobiliário
dos séculos XVIII e XIX, arcaz em madeira
de jacarandá típico de sacristia
de igrejas coloniais brasileiras, autênticas
cadeiras entalhadas, aparelho de jantar Limoges,
lustres franceses, quadros vitorianos. Junto à
Sede há um sino blasonado com armas imperiais
sobre pedestal que era usado para anunciar as
várias atividades do dia, jornada de trabalho,
horário das refeições, missas,
procissões e festas na colônia.
Hoje quem se ocupa em dar vida
a esta Fazenda histórica são os
proprietários, que querem compartilhar
com visitantes de bom gosto momentos impares,
em um clima envolvente, de intenso sossego e bem
estar.

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